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'Segurança privada precisa ser integrada à pública', defende especialista.

 

Por: www.agazeta.com.br

Destinada a proteger o espaço particular, cuidando do patrimônio e de pessoas, a segurança privada emprega 10,8 mil pessoas em empresas de vigilância no Espírito Santo. Um contingente que, na visão do coronel da reserva da Polícia Militar Nivaldo Campos, poderia trabalhar com maior aproximação e integração com as equipes de segurança pública.

"Uma das formas de contribuição é no estabelecimento de protocolos de procedimento, com uma maior participação do setor de segurança privada em contato com as políticas de segurança pública, ou seja, cada um atuando no seu setor de segmento, claro", diz Nivaldo Campos, que também é especialista em segurança pública.

Ele lembra que os profissionais da segurança privada passam por capacitação em três escolas no Estado e recebem formação, bem como são credenciados e fiscalizados pela Polícia Federal

"O profissional de segurança privada pode contribuir no dia a dia em situações que envolvam ocorrências e tenham interface com o segmento de segurança pública. Ou seja, via de regra, ele aciona a segurança pública, pois em muitas situações tem o primeiro contato com uma ação irregular, com um ilícito qualquer. Então, a proximidade soma muito. Um exemplo é o sistema de câmeras das empresas privadas, que pode ajudar na elucidação de crimes", destaca Nivaldo.

Esse é um dos assuntos que será debatido no 1° Seminário de Segurança Pública e Privada, que acontece nesta quinta (13) e sexta-feira (14), promovido pela Câmara de Vereadores de Vila Velha. As inscrições já estão encerradas. Na quinta (13), às 20 horas, o evento começa com uma palestra sobre "A inteligência como ferramenta estratégica na gestão de segurança privada", no auditório do 38° Batalhão de Infantaria, na Prainha. A organização é do gabinete do vereador Welber da Segurança.

Sobre a questão de inteligência, coronel Nivaldo aponta a importância do trabalho feito pela área de neutralizar e antecipar fatos. Ele ressalta que esse trabalho também pode ser integrado, caso seja encontrada alguma informação importante ou elucidação de alguma irregularidade.  Nesse caso, o caminho seria o do repasse de informações do setor privado para o público, que tem poder de polícia.

"Em que momento isso pode integrar? Quando eu tenho determinados fatos e situações no segmento privado, posso compartilhar com o segmento público. Então, nesse caso, é um caminho do setor privado fornecer elementos que possam ajudar o setor público", detalha. 

Na sexta (14), das 7h30 às 18 horas, também no 38ºBI, será realizada mais uma série de palestras, que vão abordar assuntos como:

  • As tendências da tecnologia na segurança privada;
  • Segurança sem preconceito;
  • Os Direitos Humanos e a Segurança Pública;
  • A utilização de armamento menos letal na segurança privada;
  • A necessidade de especialização da segurança privada em escolas e estabelecimentos comerciais.

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